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Venha comente, discuta.
Aqui você manda.
Sua opinião é muito
importante para não ser lida.
Digite a vontade, totalmente sem cencura.
Aqui e só um video do Governo do Estado, "explicando"
o PORTO SUL. O que vc acha?
Você acredita nesse vídeo?
Opine...
_______________________________________________
Nos cárceres
da ditadura
militar brasileira.
Frei Betto *
Eis um documento histórico, inédito, que
esperou 36 anos para vir a público: trata-se do
diário de prisão do frade dominicano Fernando
de Brito, prisioneiro da ditadura militar brasileira,
ao longo dos quatro anos (1969-1973) em que foi submetido
a torturas e removido para diferentes cadeias. Fernando,
em companhia de outros frades dominicanos, vivenciou
algo inusitado em se tratando de presos políticos
do Brasil: foi obrigado a conviver, durante quase dois
anos, com presos comuns, em penitenciárias de
São Paulo.
Assim como o "Diário de Anne Frank" nos
revela a natureza cruel do nazismo, Diário de
Fernando retrata o verdadeiro caráter do regime
militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Não
se conhece similar entre as obras publicadas sobre o
período.
Em papel de seda, em letras microscópicas, e
sob risco de punição, Fernando anotava,
dia a dia, o que via e vivia. Em seguida, desmontava
uma caneta Bic opaca, cortava ao meio o canudinho da
carga, ajustava ali o diário minuciosamente enrolado
e remontava-a. No dia de visita, trocava a caneta portadora
do diário com outra idêntica, levada por
um dos frades do convento.
O medo de ser flagrado pelos carcereiros e o risco permanente
de revistas, fizeram com que Fernando muitas vezes se
visse obrigado a destruir as memórias registradas
em papel. No entanto, o que vivenciou jamais se esvaneceu,
e ultrapassou os muros das prisões. Frei Betto,
seu companheiro de cárcere, resgatou as anotações,
deu-lhes tratamento literário e as reuniu neste
livro que se constitui num documento de inestimável
valor histórico.
Nos episódios relatados, a trajetória
dos frades se mescla à de personagens que são,
hoje, figura de destaque na história brasileira,
como Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Caio Prado Jr.,
Apolônio de Carvalho, Paulo Vannuchi, Franklin
Martins e Dilma Rousseff, para citar apenas alguns.
Para quem se interessa em conhecer a verdadeira face
do regime militar e o Brasil dos "anos de chumbo",
Diário de Fernando é um testemunho vivo,
comovente, de uma de suas vítimas. Não
se trata de investigação jornalística,
nem resulta da pesquisa de historiador, mas sim de um
sincero, emocionante e visceral relato de quem teve a
ousadia de registrar, dia a dia, as entranhas de um dos
períodos mais dramáticos da história
do Brasil.
Está tudo ali: as torturas, os desaparecimentos,
o sequestro de diplomatas, as guerrilhas urbana e rural,
a greve de fome de quase 40 dias, e também a convivência
dos prisioneiros marcada por momentos de inusitada beleza:
as festas de Natal, as noites de cantoria, a solidariedade
inquebrantável entre eles.
Diário de Fernando traduz a saga de uma geração
que não se dobrou à ditadura e a qual o
Brasil deve, hoje, a sua redemocratização.
Eis uma obra que enaltece a dignidade humana, a capacidade
de resistência frente à opressão
e a vivencia da fé cristã como nas antigas
catacumbas do Império Romano.
Lançamentos:
Em Belo Horizonte: 17 de junho, quarta, no auditório
da CEMIG - Av. Barbacena 1.200. A partir de 19h30.
Em São Paulo: 18 de junho, quinta, no SESC Vila
Mariana - Rua Pelotas, 141. A partir de 19h30.
O autor:
Frei Betto é considerado uma das vozes mais ativas
na luta pela justiça social na América
Latina. Escritor consagrado, vencedor de dois prêmios
Jabuti, tem mais de 50 livros publicados no Brasil e
no exterior, que refletem sua trajetória como
militante político e talentoso ficcionista. Este é o
quinto livro do autor publicado pela Rocco, que também
editou Batismo de sangue, A mosca azul, Calendário
do poder e A arte de semear estrelas.
* Escritor e assessor de movimentos
sociais.
Informação enviada por:
Elizabeth Salgado(betesalgado53@hotmail.com)
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Porto Sul
Peço que leiam com atenção, pois
sabemos, são formadores de opinião e além
disso, cidadãos comprometidos. A hora de participar é essa.
Foi outro dia, em 2004, que assistimos essa mesma sociedade
festejar um homem que quase destruiu tudo que foi construído
ao longo de quase 500 anos de história. As pessoas
estavam hipnotizadas.
Agora, 5 anos depois, novamente vejo a sociedade hipnotizada
por um projeto que é a “redenção” da
Região. Vejam que o Governo agora envolve a Região
e fico assistindo o nosso dinheiro sendo gasto com peças
promocionais, mostrando inverdades, provocando uma febre
em quem não se permite enxergar o que é óbvio.
Ao menos se permitam ler e por favor não cometamos
mais um drástico erro.
Você que é um cidadão consciente,
por favor leia e se questionar, nos questionar, conclua
conscientemente, mas esteja aberto para conhecer um pouco
do trabalho que estamos desenvolvendo, com nossas pesquisas
e acompanhando cada passo.
Nosso movimento foi dividido em grupos que estudaram
cada item e por isso quero agradecer a contribuição
de cada um, que mesmo estando fisicamente longe da nossa
cidade, trouxe tão valiosas contribuições.
Obrigada a todos, pois sem equipe não vamos a
lugar nenhum.
Desde dezembro de 2007, estamos acompanhando todo o
movimento do Governo do Estado com o Projeto Porto Sul,
o que no início era negado, logo depois apresentado
em Ilhéus como a redenção para a
Bahia, com a interligação na Norte-Sul
e além do ferro também seriam escoados
produtos do Oeste Baiano. Foram iniciadas as idas e vindas
de Consultores, ora contratados pela Bahia Mineração
que agora é BAMIN, ora contratados pelo Governo
do Estado e recebemos todos e para eles, passamos todas
as informações que acreditávamos
ser importantes para ratificar tudo que dizíamos
(Comprovado cientificamente). O Governo avançava
e a cada visita na cidade de Ilhéus, diziam ser
aquela visita a primeira e o ponto inicial do diálogo.
Para nossa surpresa, mesmo depois de criticarmos esta
fala, do dia 08 de maio, agora dia 9 de junho, novamente
ouvimos que esta é a primeira vez e que estamos
iniciando o diálogo!!! Um ano de três meses
depois, o Governo pelos seus representantes assumem que
no início realmente era apenas a Bahia Mineração
que seria beneficiada, mas agora existem outras empresas
e continuamos sabendo ainda, apenas da, agora, BAMIN.
Temos pesquisado bastante e assistido o Governo com
o nosso dinheiro, patrocinar um empreendimento que:
1 – Irá transpor do Rio São Francisco
31.430.880,0 m3., conforme outorga preventiva concedida
pela ANA, através da RESOLUÇÃO No
520, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2007. Assim, será construído
um mineroduto de Malhada até Caetité, o
que inicialmente era até Ilhéus.
- 996,67 litros / segundo
- 86.112 m³ / dia
- 31.430.880,0 m³ anuais transformados em lama
com rejeitos de ferro;
- R$108.750.844,80/ano durante 11 anos serão
R$1.196.259.292,80
*Se todo habitante do município de Ilhéus
tivesse água tratada, seriam consumidos anualmente
16.060.000m³/ano, ou seja, a metade do que será jogado
fora.
2 – A exploração de minério
está sujeita ao CFEM (Compensação
Financeira pela Exploração de recursos
Minerais).Do valor arrecadado, 2% para o FNDCT – Fundo
Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico
e 10% Ministério das Minas e Energias, que repassará integralmente
para o DNPM – Depto. Nacional de Produção
Mineral, que repassará 2% IBAMA- Para proteção
ambiental nas regiões mineradoras. O CFEM para
minério de ferro é de 2% sobre o faturamento
líquido resultante da venda. Essa alíquota
será distribuída em: 23% Estado e Distrito
Federal e 65% para Municípios
Apenas para ilustrar o quanto fica rico um município
com extração de suas riquezas, pesquisamos
que a extração de minério de Caetité em
2006 foi de R$328.150,56, dos quais 2,48% foi destinado
ao município, ou seja, R$8.138,13.
Esta compensação financeira, no entanto, é para
os municípios onde está situada a exploração.
Neste caso, Ilhéus não será beneficiada
em nada.
Fonte: SEPLAN
3 – A mina tem inicialmente 1,1bilhão de
toneladas e vai durar cerca de 25 anos em apresentação
feita para vários públicos na Região
de Caetité e de Ilhéus. Hoje, no site da
mesma BAMIN, encontramos a informação de
que a reserva estimada de 470 milhões de toneladas,
ou seja, 11,2 anos, exportando 25 milhões/ton/ano
como ainda afirma;
4 – O Governo através da VALEC, empresa
estatal, será responsável pela construção
do primeiro trecho (Ilhéus – Itacaré)
e o investimento anunciado inicialmente como 2,8bilhões,
agora é anunciado como sendo da ordem de 4 e 6
bilhões;
5 – O Governo tornou de utilidade pública
para fins de desapropriação, uma área
de 1.771 hectares. O valor do hectare naquela área
estava avaliado em R$20.000,00, temos um total de R$35.420.000,00
(área sem benfeitoria), dos quais está reservado
para a BAMIN 200 hectares, que equivale a 4 milhões
de reais. Este era o valor cobrado para quem quisesse
investir naquela área antes de anunciado o Complexo
Porto Sul;
6 – Considerando que aquela área está inserida
numa APA, a Legislação exige que após
ser abatido da área total, as APPs (Áreas
de Preservação Permanente) 20% de Reserva
Legal, só poderá ser construída área
de 20% do que restou, obedecendo o pé direito
de 7,5 m. No entanto, o Governo anuncia que estará utilizando
APENAS 60% da área;
7 – O povoado de Ponta da Tulha tem 15 hectares
e estará ao lado de uma área que terá destinado
80 hectares para depósito de minério de
ferro à céu aberto e sabemos que o pó é levado
pelos ventos num raio de 34 km, atingindo assim toda
a Região com partículas deste minérios
sendo aspiradas pelos Seres Humanos que nela habitam,
trazendo sérias conseqüências para
a saúde de toda essa gente. Se a BAMIN vai aspergir água
nas pilhas de minério, é necessário
sabermos de onde será captada essa água
e como ela volta para o lençol freático;
8 – Fazendo a analogia correta, buscamos estudar
a situação dos municípios brasileiros
que têm este mesmo modelo econômico, agora
proposto pelo Governo da Bahia, para a Região
Sul, que até então sonhava com investimentos
prometidos no Turismo, na Lavoura Cacaueira, no Pólo
de Informática,etc. A resposta era já esperada
e postamos no nosso site o resultado desta pesquisa feita
com a Ferrovia Carajás, que liga Parauapebas no
Pará até o Porto de Itaqui em São
Luiz no Maranhão, tendo 3 paradas, nas cidades
de: Marabá-PA, Açailândia-MA e Santa
Inês-MA, as quais, ao longo de pelo menos 20 anos,
não conseguiram eliminar os miseráveis
que são na média 20% nas cidades estudadas.
Concluímos que a exploração das
nossas riquezas e que a industrialização
não resolveram o problema da desigualdade social.
Então, o discurso do Governo fica esvaziado neste
sentido, pois estaremos perdendo nossa riqueza maior
que são os recursos naturais, escassos e finitos
por uma ilusão.
9 – Em resumo, nós estaremos pagando para
a BAMIN tirar nossas riquezas e exportar, inicialmente:
- R$1.196.259.292,80 – Doação de água
para lavar o minério de ferro em Caetité do
nosso querido Velho Chico, durante pelo menos 11 anos;
- R$4.000.000.000,00 – Construção
da Ferrovia;
- R$1.000.000,00 – Doação de 200
hectares na área mais nobre em biodiversidade
do município, numa praia lindíssima para
construir o seu retroporto
10 – O mais interessante de tudo isso, é que
somos conclamados a aplaudir a BAMIN que permitirá ao
Governo, utilizar o seu terminal privativo. Não
temos um Porto Público e sim um RETROPORTO PÚBLICO.
Então, o nome do empreendimento é COMPLEXO
RETROPORTO SUL. Assim o Governo está conseguindo
caracterizar como de interesse público uma Ferrovia
(que será realizado leilão para a sub concessão
por um período de 30 anos) e um retroporto (para
o qual também será realizada uma concessão
de 30 anos). O Governo diz que as obras dos equipamentos
serão feitas simultaneamente, mas na transparência
do mesmo Governo, não entendemos isso, já que
ainda em fase de Editais, muitos sequer tiveram empresas
vencedoras, como é o caso do Edital para contratação
de empresa que elaborará o Termo de Referencia
para o EIA/RIMA do Porto (Governo ou a BAMIN), o Edital
do EIA/RIMA do aeroporto não compareceu nenhuma
empresa. No entanto, anunciam que as obras iniciam agora
no segundo semestre.
Depois de tanto que pesquiso e leio, depois de ouvir
atentamente os representantes virem aqui 5 vezes falar
e se permitirem ouvir algumas falas,concluo que este
empreendimento está mais para CONFUSO que para
DIFUSO o seu real interesse.
APROVEITEM PARA LER NO SITE DO MOVIMENTO AÇÃO
ILHÉUS:
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a São Luiz-MA
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siderúrgicas chinesas
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